"...E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todo os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre..."
Miguel Sousa Tavares - Não te deixarei morrer, David Crockett
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Vou passar
... a usar o meu blogue para "postar" textos que li e dos quais gostei muito. Fica um lindo já de seguida.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Carroça vazia...
"- Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
- Isso mesmo… - disse ele. É uma carroça vazia…
- Como pode o senhor saber que está vazia?
- Ora, é muito fácil saber que é uma carroça vazia. Sabe por quê?
- Não!
Pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
- Por causa do barulho que faz! Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz."
- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
- Isso mesmo… - disse ele. É uma carroça vazia…
- Como pode o senhor saber que está vazia?
- Ora, é muito fácil saber que é uma carroça vazia. Sabe por quê?
- Não!
Pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
- Por causa do barulho que faz! Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz."
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
GUIA DE BOAS PRÁTICAS
Pegando no "GUIA DE BOAS PRÁTICAS" publicado pela LIPOR, vou transcrever algumas das sugestões/dicas que considero mais interessantes e que podemos aplicar/utilizar no dia-a-dia para um consumo mais sustentável:
> pinte as divisões da casa com cores claras as tintas escuras absorvem a luz e não a reflectem.
> economize aquecimento isole melhor a habitação, evite correntes de ar e coloque vidros duplos.
> evite aquecedores com a resistência eléctrica à vista o consumo é muito elevado
e secam o ar.
> mantenha o aquecimento no mínimo e apague o aquecedor ou a braseira quando
já não precisar deles.
> cole o dístico “publicidade não endereçada, aqui não, obrigado!” na sua caixa
de correio, para evitar a poluição publicitária não desejada.
> utilize a iluminação natural para poupar electricidade.
> desligue sempre a luz dos compartimentos que estiverem desocupados.
Eu já faço a maioria destas... E vocês? ;)
> pinte as divisões da casa com cores claras as tintas escuras absorvem a luz e não a reflectem.
> economize aquecimento isole melhor a habitação, evite correntes de ar e coloque vidros duplos.
> evite aquecedores com a resistência eléctrica à vista o consumo é muito elevado
e secam o ar.
> mantenha o aquecimento no mínimo e apague o aquecedor ou a braseira quando
já não precisar deles.
> cole o dístico “publicidade não endereçada, aqui não, obrigado!” na sua caixa
de correio, para evitar a poluição publicitária não desejada.
> utilize a iluminação natural para poupar electricidade.
> desligue sempre a luz dos compartimentos que estiverem desocupados.
Eu já faço a maioria destas... E vocês? ;)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Dia sem carros...

... Um bocado treta, mas okis, pelo PLANETA eu aderi. É possível realmente, não me venham com tretas. A minha contribuição foi vir de bina para o trabalho (menos uma pessoa a mandar tanto CO2 para o ar que respiramos) e à hora de almoço fui até à Baixa. Passei por duas vezes nas únicas duas ruas fechadas ao trânsito.
Pensei que ia encontrar muitos outros "bikers" a explorar a cidade, mas nem por isso. Em todo o trajecto desde o Campo Pequeno até à Praça do Comércio encontrei 3 bicicletas.
Gostei de experienciar o CAOS do trânsito numa bina, é realmente muito mais assustador que de mota e são precisos, e bem alerta, todos os sentidos.
Valeu a iniciativa CML, vamos a ver se para o ano têm mais ruas fechadas e de acesso exclusivo para os não poluentes!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Elogio ao Amor de Miguel Esteves Cardoso
"Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá tudo bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 'vidinha' é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não."
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá tudo bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 'vidinha' é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Já são as terceiras...
... sapatas de verão que se rebentam num prazo de 2 meses... carambas, estou a ficar sem calçado... há coisas que duram anos e um dia resolvem deixar de funcionar... irrita-me, especialmente aquelas coisas de que gostamos tanto, que gostaríamos que estivessem lá para nós... SEMPRE... é como as pessoas, algumas desejamos que estejam lá para nós SEMPRE, mas às vezes não podem estar, ou porque não querem, ou porque nós não queremos nos moldes em que elas querem... grrrrrrrrr complicado :)
Bem, tenho de comprar calçado novo... que chatice, é mesmo algo que destesto, ir às compras LOL :)
Bem, tenho de comprar calçado novo... que chatice, é mesmo algo que destesto, ir às compras LOL :)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Ando um pouco...
... preguiçosa em cá vir e também não tenho feitos excepcionais a contar... ;)
Novidades:
- obras no prédio onde trabalho, há uma semana que não posso ter a janela aberta...
- visita relâmpago de uma querida amiga de Aveiro, 2a visita/estada em minha casa!
- mota continua a gastar 3.8 litros/100 km :)
- metade de Lisboa está de férias (tenho 3 contactos online no MSN lol) adoro o trânsito e trabalhar assim. Sossego sem igual!
- aproximam-se a passos largos as minhas férias de Setembro AHAH
Hmmm, por agora acho que é tudo...
Novidades:
- obras no prédio onde trabalho, há uma semana que não posso ter a janela aberta...
- visita relâmpago de uma querida amiga de Aveiro, 2a visita/estada em minha casa!
- mota continua a gastar 3.8 litros/100 km :)
- metade de Lisboa está de férias (tenho 3 contactos online no MSN lol) adoro o trânsito e trabalhar assim. Sossego sem igual!
- aproximam-se a passos largos as minhas férias de Setembro AHAH
Hmmm, por agora acho que é tudo...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Natação
Não entendo porque é que puxam tanto por mim. Hoje fui a única na aula e fiquei exausta... nadar, mas o mais rápido possível e dar o máximo, bla, bla... Carambas que estou meio morta e amanhã estarei mais... A idade não perdoa ;) rsrsrsr Vivam os 30 essa idade redondinha que parece é o princípio de nova fase (segundo dizem os mais velhos :)) Sempre quero ver se é verdade, se nos andam a enganar :D
Um fds...
... fora faz sempre bem ao corpo e melhor ainda à alma. Pela manhã cedo rumo ao Sul onde me esperam água quentinha, sol a minha melhor amiga e a sua simpática família :D
Domingo regresso para contar as aventuras ou simplesmente dizer que me sinto um pouco mais feliz :) Até breve
Domingo regresso para contar as aventuras ou simplesmente dizer que me sinto um pouco mais feliz :) Até breve
Já tentaram...
E a sensação...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Mais uma...
... decisão que faz daqui o início de uma nova PARTE n.º # Nem sei em que parte vou já, mas sei que esta é nova e apesar de ainda não ter entrado completamente no ritmo, já sinto que vou adorá-la... hummmmm "wise wise, very wise piko" :D
Legenda: Imagem do nascimento de estrelas a 12 bilhões de anos-luz da Terra
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang
Legenda: Imagem do nascimento de estrelas a 12 bilhões de anos-luz da TerraFonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang
Já alguma vez pensaste
... que si tivesses tomado, ou tivessem tomado por ti, determinadas opções... poderias estar a fazer algo completamente diferente??!?! Há muitas opções que os pais tomam por nós enquanto somos "jovenzinhos" sobre as quais temos pouca ou nenhuma influência. Não me estou a lamentar, pois acho que assim tem de ser, contudo, às vezes questiono-me... se... se... se... Eu sei exactamente o que estaria a fazer e onde estaria agora se um desses "ses" tivesse sido diferente :) Ahhhh mas pelo menos fica o sonho ;) Claro que não sei se a minha vida seria melhor ou pior... mas por vezes, fica mesmo a dúvida no ar... :D
Se...
... não gostas de um namorado de uma amiga tua... é inevitável o afastamento :) principalmente quando achas que ela a trata mal.... arghhhhhhhh não suporto isso, finjo que não é nada comigo, mas simplesmente dá-me a volta à barriga :)
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